Seminário do CDTS online recebe Camila Guindalini em outubro

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Empreendedorismo acadêmico e implementação com sucesso de novas ideias foi o tema central da palestra da pesquisadora que está à frente do laboratório de biologia molecular da Unidade de Apoio ao Diagnóstico da Covid-19, no Rio.

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O Seminário do CDTS online recebeu, em outubro, a pesquisadora Camila Guindalini, atual coordenadora do laboratório de biologia molecular da recém-inaugurada Unidade de Apoio ao Diagnóstico da Covid-19 (Fiocruz - RJ).  Guindalini, que voltou ao Brasil em 2020 depois de um ano na Austrália, onde realizou o Pós-doutorado em Empreendedorismo Acadêmico, na University of Queensland Business School, trouxe a aceleração da jornada entre a descoberta científica e a comercialização de produtos e serviços na área da saúde como tema da palestra. 

O Seminário começa com dados retirados do Portal do Observatório da Fiocruz, que demonstram a desproporção entre projetos financiados e patentes depositadas no Brasil nos últimos anos - sabendo que patentes não são necessariamente inovação, nem projetos, produtos viáveis. “Se compararmos aos Estados Unidos, China ou Europa, o Brasil está bastante aquém”, afirma Guindalini, que também esclarece o significado de Empreendedorismo acadêmico, segundo a University of Queensland Business School: “Envolvimento de pessoal acadêmico, incluindo professores, estudantes e funcionários de universidades e outras organizações de pesquisa, em atividades de comercialização com o objetivo de transferir conhecimento científico para o mercado na forma de criação de patente, licenciamento, startups e spin-offs”. 

A importância das universidades e das instituições de pesquisa é exaltada por Guidalini como grande força na solução de problemas, e grifadas para momentos como estes atuais, de crise na área da saúde. “Existe, portanto, um montante de recursos sendo investidos, e hoje a sociedade clama e aguarda que retornem de alguma forma para a sociedade”, explica a pesquisadora.

Guindalini traz diferentes formas de comercialização da produção das áreas de pesquisas, sugere caminhos de como melhorar a transferência de tecnologia do meio acadêmico para o mercado. Demonstra etapas necessárias para que o empreendedorismo aconteça linearmente. Conversa sobre o como fazer para passar a etapa mais difícil desta transferência de tecnologias. E fala sobre como transformar uma ideia em uma inovação. 

“Muitos pesquisadores não querem ser empreendedores. E tudo bem. Podemos juntar as expertise. Alunos de MBA junto a cientistas, por exemplo. E assim, pensar como essa ideia pode agregar valor, como essa tecnologia pode resolver um problema, para então, receber o investimento necessário. O problema precisa ser pessoal,ou seja, a pessoa que vai tomar a decisão precisa entender aquilo como algo que de fato precisa ser resolvido, e é a sua ideia que será a grande solução para o problema”, incentiva Guindalini, que segue a palestras com dicas e exemplos do mercado nacional e internacional. Veja o seminário completo nosso canal no Youtube:

Por Gardênia Vargas
Equipe de Comunicação do CDTS

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