Parceria público-privado, uso de IA e Big data foram assuntos do segundo seminário do CDTS online

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A convite do CDTS, o pesquisador da Universidade Federal de Uberlândia-MG (UFU), Luiz Ricardo Goulart, participou do Seminário do CDTS online, ontem (25/06), às 10h. Ele trouxe a discussão sobre as tecnologias de Big Data e Inteligência Artificial utilizadas pelo laboratório Teranóstica e Nanobiotecnologia (INCT-TeraNano), do qual é Pesquisador Principal. Foram abordadas as plataformas de biofotônica e espectrometria de massas como novas alternativas de diagnóstico e monitoramento de doenças, com impacto em estratégias de medicina personalizada e políticas públicas. O laboratório é responsável pela criação de um sistema nacional centralizado de grande porte e um sistema semi-centralizado de pequeno porte, além de um point of care, para diagnóstico rápido e preciso em SAR-Cov-2.

Para introduzir o tema, Goulart conta um pouco que a parte principal do laboratório é a tecnologia combinatória e fala na parceria público-privada presente no desenvolvimento das pesquisas: “Desde 1999, quando foi implantado o fade display - que em 2018 foi Prêmio Nobel -, usamos plataformas já conhecidas para tentar ‘minoritirizar’ (nano) os processos de diagnóstico. A gente atua em diferentes áreas, desde doenças infecciosas, câncer, doenças inflamatórias a doenças crônicas degenerativas. Na parte de engenharia tecidual produz-se cartilagem in vitro, regeneração in vivo e a parte de implantes. Em nutrição e probióticos existe o investimento em vacinas animais, nas quais empresas como a Merk e a Byer então juntas. Em nanobiotecnologia, além da redução dos bioativos, trabalhamos com aplicações em cima de nanocompósitos, nanofibras, sistemas não terapêuticos e joy delivery. E, dentre os processos que gerenciamos, o desenvolvimento de peptídeos bioativos é um dos quais temos uma forte indução pela indústria farmacêutica. São várias multinacionais envolvidas nos processos como a Astrazeneca, Roche, Behring. Essa parceria é imprescindível para o resultado dos projetos”.

As demandas pela convergência de tecnologias com conhecimento só aumentam. E no cuidado com a saúde, (..) e nas políticas públicas, nem se fala, porque os reconhecimentos desses padrões epidemiológicos vão se alterando de acordo com regiões geográficas, por exemplo”

A real necessidade de tecnologias convergentes e embarcadas são abordadas por Goulart, que comenta sobre a tecnologia da informação, com o uso das interfaces e inteligência e artificial. Ele explica como são feitos os projetos no laboratório, quais são as bases necessárias para começar a pensar em projetos de inovação, apresenta soluções para parcerias e conversa sobre o impacto do uso das nanotecnologias na saúde. 

“As demandas pela convergência de tecnologias com conhecimento só aumentam. E no cuidado com a saúde, a implementação da associação desses conhecimentos pode nos permitir fazer em tempo real, otimização de medicamentos, monitoramento de espaço físico, precisão nos diagnósticos, prognósticos e até no tratamento. As políticas públicas, nem se fala, porque os reconhecimentos desses padrões epidemiológicos vão se alterando de acordo com regiões geográficas, por exemplo. E a prevenção associadas a essas políticas públicas levam ao monitoramento inclusive dos prontuários eletrônicos”, explica o pesquisador que também é Professor Adjunto do Depto. de Microbiologia Médica e Imunologia da Universidade da Califórnia-Davis, EUA.

 

Veja o vídeo completo  do seminário, incluindo perguntas e respostas.

 

 

Por Gardênia Vargas

Equipe de Comunicação do CDTS

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