Estudo sobre sífilis congênita aponta melhor opção em teste no Brasil

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O estudo sobre a “Análise de custo-efetividade de testes rápidos em locais de atendimento versus testes laboratoriais para triagem pré-natal de sífilis no Brasil”, assinado pela pesquisadora do CDTS, Carmen Phang Romero, publicado na revista Value in Health Regional Issues, para a edição de dezembro de 2020. O resultado é um produto do Projeto Avaliação de Estratégias de Rastreamento de Dengue e Sífilis na Atenção Básica patrocinado pela Secretaria de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde e financiamento pela Chamada MCTI / CNPq / MS-SCTIE-Decit, desenvolvido durante o pós-doutorado da pesquisadora, na Universidade de Sheffield/UK. É fruto também de importantes parcerias internas, entre unidades da Fiocruz como ENSP e INI, além de externas, como com a Universidade de Brasília (UnB) e Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Sem esquecer da parceria internacional com a School of Health and Related Research (ScHARR), de Sheffield. O artigo está disponibilizado para acesso por 50 dias. 

O estudo aborda as graves consequências da transmissão vertical (mãe-filho) da sífilis e o grande aumento da incidência de sífilis congênita como um importante problema de saúde pública no Brasil. O objetivo foi avaliar o custo-efetividade de um teste rápido no local de atendimento (RT) e tratamento de mães positivas imediatamente, em comparação com um teste padrão baseado (ST) em laboratório e com o tratamento na próxima visita de acompanhamento. Como resultado, o grupo liderado por Romero concluiu que, no Brasil, a triagem pré-natal com RT para sífilis e tratamento imediato tem melhor probabilidade de ser custo-efetiva em comparação com da triagem padrão para evitar casos de sífilis congênita ou outros agravos durante a gestação. E assim sendo, deve ser priorizada.

Por Gardênia Vargas
Equipe de Comunicação do CDTS

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