CDTS TEM PESQUISA PREMIDADA SOBRE PRODUTO PARA TESTE DE DIAGNÓSTICO SOROLÓGICO A SER PRODUZIDO NO BRASIL

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Foram 2.800 trabalhos inscritos em nove eixos. Dez foram selecionados para a segunda etapa no eixo de doença de Chagas, com apresentação dentro do 55º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical*, no último dia 28 de julho, em Belo Horizonte, Minas Gerais. E o projeto ganhador do prêmio de melhor trabalho em doença de Chagas ficou com a equipe do CDTS, representada pela pesquisadora Andressa da Matta Durans, sob supervisão do Especialista David William Provance Jr.

A pesquisa denominada Proteínas quiméricas decavalentes para o uso no diagnóstico sorológico da doença de Chagas crônica traz à luz um potencial produto a ser desenvolvido e fabricado no Brasil: um teste com eficácia em diagnóstico preciso, que pode gerar melhor qualidade de vida ao paciente, agilidade no tratamento para a enfermidade e, assim, baratear consideravelmente os custos do diagnóstico da doença no país.

“A pesquisa começou dentro do Programa de Pós-graduação em Medicina Tropical do Instituto Oswaldo Cruz junto ao programa Brasil Sem Miséria, que tinha como premissa um produto como resultado final. O nosso produto é a inovação tecnológica através da Proteína Quimérica gerada para teste sorológico para doença de chagas crônica de fácil execução e com baixo custo, promovendo o acesso ao diagnóstico a populações de baixa renda e de regiões rurais. Nosso teste tem potencial para ser padrão-ouro, além de ser um produto brasileiro e ter a possibilidade de ser ampliado para outros patógenos com finalidades diagnósticas, vacinais e até mesmo terapêuticas.”, esclarece Andressa Durans.

A doença de Chagas é causada por uma infecção de longo prazo pelo Trypanosoma cruzi. É uma doença endêmica em 21 países da América Latina e estima-se que aproximadamente 3 milhões de pessoas estão infectadas no Brasil. O diagnóstico da doença durante a fase crônica é realizado, principalmente, através de ensaios imunológicos com a detecção de IgG anti-T. cruzi, porém ainda não existe um teste sorológico padrão-ouro com 100% de sensibilidade e especificidade.

Em outras palavras, hoje o diagnóstico é feito através de dois ensaios sorológicos, o que dificulta o resultado nas áreas mais afetadas por não ser preciso e rápido, além de que, vários testes de diferentes empresas complicam a eficácia do diagnóstico e assim, aumenta a quantidade de resultados inconclusivos, e de falsos positivos e falsos negativos gerados.

“Atualmente temos testes que funcionam muito bem nas cidades, nas áreas urbanas. Já, quando levados às áreas mais remotas apresentam alto índice do que chamamos de ‘falso positivos’. São pessoas que já tiveram enfermidades diversas muito parecidas e que, assim, confundem o resultado final dos teste existentes. Ou seja, o  resultado pode dar positivo para Doença de Chagas, inicia-se o tratamento, que atualmente é feito sob quimioterápicos que, além de super agressivos, são caríssimos. Daí, depois descobrem que não era Chagas, e sim, Leishmaniose, por exemplo. Perdemos tempo, saúde e dinheiro nesse processo.”, explica William, Especialista que supervisiona a pesquisa.

A necessidade do desenvolvimento de um teste mais eficaz, capaz de apresentar alta sensibilidade e especificidade em todas regiões nas quais o parasita circula, bem como em outras áreas menos atingidas, se faz urgente.  E aqui entra o produto criado pelo especialista David William Provance Jr e pesquisadora Andressa da Matta Durans, com apoio de Flavia Coelho Garcia dos Reis2, Flávia Raquel Gonçalves Carneiro1, Paloma Napoleão Pêgo1, Luciana Elena de Souza Fraga Machado4, Evandro da Rocha Dias3, Salvatore Giovanni De Simone1, Angela Cristina Veríssimo Junqueira3.

 

1. Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde/Fiocruz

2. Instituto Carlos Chagas/Fiocruz

3. Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz

4. Instituto de Química/ USP

 

*Congresso, pela primeira vez, terá realização simultânea de três eventos: 55º Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical; XXVI Congresso Brasileiro de Parasitologia; e 34ª Reunião de Pesquisa Aplicada em Doença de Chagas e 22ª Reunião de Pesquisa Aplicada em Leishmanioses, ambos conhecidos por CHAGASLEISH 2019.

 

Texto: Gardênia Vargas

Ilustração: Pedro Bigler

 

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